terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Cansa
E nem foi de ser sexy
Nem foi do Lula
Cansei, só, cansei
Talvez de ser só
Talvez de ser muito
Talvez de ser sempre
Talvez por não ser
Cansei de mim
Não me quero mais
Não assim
Quero outro eu
Um eu menos
Um eu mais
Um eu às vezes
Um eu, eu
E eu com isso?
E meu cansaço?
E meu eu?
Onde está meu eu?
Cansei de todo mundo
De ninguém
De tudo
De nada
Estou cansado
Por isso de tudo
Por isso por nada
Vou descansar, tchau.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Poesia de um sem tempo
Foto: Robert MapplethorpeAcha?
Enquanto você procura
Eu achei
E foi fácil
Foi só olhar aqui dentro
Você não sabe procurar
Fica rodando em volta de si
Em volta dos seus problemas
Não faça isso
Eu achei depois de algum tempo
Precisei rodar também
Mas achei
E, repito, foi fácil
Bastou olhar tudo de cima
Sem pressa, com sobriedade
Olhar e perceber que tinha que mudar
Você acha que achou, mas não
Eu achei
Não o mesmo que você
Achei melhor, achei eu mesmo
E isso foi fácil de encontrar
Fecho
Tenho medo
De abrir
Descobrir
Chorar
Quase certeza
Medo, mais medo
Paranóia
Um pesadelo?
Penso
Toda hora
Todo dia
Mas continuo
Sinais
Sinais fortes
Sinais ignorados
Sinais de medo
Preciso abrir
Mas não quero
Tenho medo
Um dia a tampa estoura
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Eu não
E hoje é sexta-feira, todo mundo querendo ferver. Eu não, vou para a casa de um amigo beber, ouvir música e conversar. Faz tempo que não bato um bom papo com alguém legal. Vou fazer uma sexta-feira diferente, longe de música alta e muita gente, mas nem tão longe assim de outras coisas. Inclusive, ultimamente tenho estado (a sobreposição de verbos que odeio) bem calmo, sem muita animação pra sair e amanhecer na rua. Será que estou ficando velho?
Acho que com a revista chegando às bancas hoje, fim da cobertura de Eleições e uma nova idéia de vida na cabeça, estou mesmo é a fim de digerir tudo isso, saber o quê é direito, viável. Bom, vamos ver os acontecimentos de hoje, é minha prova de fogo em nome de uma nova série de atitudes positivas para minha vida, inclusive, preciso tomar uma atitude e postar mais aqui. Gente estou vendo teias de aranha por aqui, credo.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Aula de civilidade
O universo das transexuais está desnudado para quem quiser ver, e admirar, no livro “Olhares de Claudia Wonder” (Edições GLS), escrito por uma das trans mais famosas e respeitada do Brasil, Claudia Wonder, claro. Em 181 páginas que reúnem crônicas, entrevistas e relatos, miss Wonder abre as portas do universo transexual para mostrá-lo de modo verdadeiro, real, longe de estereótipos e totalmente livre de preconceitos. As trans estão nuas, no sentido figurado, abrindo suas vidas e contando seus medos, angústias e suas trajetórias de vida, que nem sempre são fáceis e rodeadas do glamour dos shows feitos por elas. Um tapa na cara de muitos homossexuais que se acham superiores a elas simplesmente por serem mais bem-sucedidos profissionalmente, mas mal sabem que estão abaixo por nem sempre serem tão felizes quanto.É mais do que um livro, é um documento, um recorte social, um registro histórico desse movimento no País e suas reverberações fora dele com a presença de muitas delas em países como Itália, Alemanha e Suíça, onde a própria autora morou por anos. Na capa, Claudia aparece bela e serena mostrado sua cara, como quem quer dizer que não tem medo de preconceitos arcaicos e que está disposta a dar o outro lado da face a quem agredi-la. Coragem e força tiradas de anos de luta sincera por dignidade e visibilidade. Marcas registradas de quem conhece bem Wonder. Ela revida os ataques com estilo, classe, em forma de palavras doces que são um soco no estômago de preconceituosos. Linda, educada, inteligente, mas alerta e pronta para se defender, sempre com elegância.
Dividido nos temas “Trabalho e profissão”, “Entrevistas”, “Identidade de gênero”, “Outras histórias”, “Perfis”, “Preconceito” e “Religião”, o bem escrito e elaborado texto desse ícone trans é uma leitura essencial para quem ainda carrega em si o que a própria autora, por várias vezes na obra, chama de homofobia internalizada, ou seja, aquela que é a pior de todas: a que vem dos próprios homossexuais. Antes de criticar ou menosprezar uma trans, é altamente aconselhável que se leia “Olhares...”. Com o perdão do trocadilho, seu olhar pode mudar radicalmente e você corre o maravilhoso risco de saber que também faz parte desse universo, mesmo não sendo uma trans.
Afinal, estamos todos envolvidos na mesma luta, somos vítimas dos mesmos preconceitos e desejamos as mesmas coisas. O que Wonder chama de antropofagia das tribos dentro do universo LGBT pode ser exterminado se você tomar consciência que as trans não são apenas prostitutas, cabeleireiras ou artistas. Elas são também advogadas, professoras, esteticistas de renome e, acima de tudo, seres humanos que tiveram a coragem de se assumir como realmente são em nome da felicidade plena de estar bem consigo mesmas, mesmo que isso implique no afastamento dos mais preconceituosos. Pior para eles.
Em seus textos, ela relembra um pouco de sua trajetória, destaca personagens antológicos que fizeram história no Brasil, percorre um pouco da história trans na Humanidade (revelando que isso existe desde a época das cavernas), mostra conhecimento de causa e cita com propriedade pensadores como o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o psicólogo suíço Carl Gustav Jung para dizer: somos gente, merecemos respeito e devemos ser admiradas porque temos coragem o bastante para sermos felizes do jeito que queremos, e não como dizem que é certo. Dê-se a oportunidade de ser guiado pelos olhares de Claudia Wonder e conheça mais sobre um mundo que também é seu. Olhe, admire, e aprenda. Até porque, críticas maldosas você pode deixar para a esmagadora maioria da sociedade, ok?
A obra será lançada no dia 10 de setembro, a partir das 19 horas, na Livraria Cultura - Loja de Artes do Conjunto Nacional, que fica na Avenida Paulista, 2073, em São Paulo.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Sem título
Vamos para um post bem íntimo de desabafo?
Meu pai chegou sábado aqui em São Paulo. Estava me ligando, mas não conseguiu falar porque eu estava em Juiz de Fora. Cheguei no domingo e liguei meu celular, que vive sem bateria, e vi que ele havia me ligado várias vezes. Meu pai já tinha vindo a São Paulo no mês passado, em um encontro que me deixou arrasado emocionalmente, mas feliz porque percebi que ele me admira. Depois de 24 anos procurando a aprovação dele, ao ver seus olhos vermelhos e (muito) lacrimejantes de orgulho percebi que ele me admira. Só não deu ainda para conversar sobre orientação sexual, ainda é muito cedo.
Voltando à segunda visita, me senti mais à vontade para vê-lo, mais confiante e até feliz, estava com saudades. Pela primeira vez na minha vida eu senti saudades do meu pai. Pode soar frio isso, mas é uma longa história de 24 anos de tentativas de aproximação sempre fracassadas. E lá fui eu. Saí da redação e ainda tinha que ir cobrir mais uma dessas reuniões políticas voltadas para os LGBTs. Em época de campanha, todo mundo adora gay, respeita travesti e acha as lésbicas lutadoras. Saí da reunião e desci a Nove de Julho. Ele me ligou duas vezes me perguntando se eu já estava chegando, o quê achei meio estranho, percebi uma afobação fora do comum para o meu pai, um homem sempre muito rígido e que faz questão de nunca demonstrar fraqueza (me vejo nele daqui há alguns anos).
Cheguei ao hotel e dei um abraço nele e em minha madrasta, que para mim não fede nem cheira, não odeio nem amo, é apenas mais uma vítima da minha indiferença filosófica desenvolvida às muitas custas de leituras incessantes. Fomos jantar. Papo vai, papo vem. Comemos uma pizza, conversamos descontraidamente e, de repente, veio o golpe fatal. Tudo o quê eu havia imaginado sobre meu pai mudar sua postura com relação aos filhos dele (eu e minhas três irmãs) foi abaixo. Ele me pediu uma procuração de compra, venda e representação (não entendo bem disso e nesse caso prefiro continuar ignorante, nem quero ver no quê vai dar) para fazer negócios com terras no Tocantins, onde ele mora.
Não sei, realmente não sei. Sempre foi uma dúvida para mim as intenções do meu pai. Tenho medo que essa aproximação seja só para conseguir essa procuração e fazer sabe Deus o quê em meu nome. Mas, puta merda, ele é meu pai, sou o único filho homem (porque sim, eu sou muito homem) dele. Será que vem aí mais uma surpresa? Será que fui ingênuo? Não sei, repito. Vou dar a procuração e espero que tudo se resolva da melhor maneira possível.
Nos encontramos hoje de manhã de novo para ir ao Cartório, mas meus documentos não estavam regulares e a procuração ficou para outro dia. Pelo menos ganhei tempo para consultar minha irmã mais velha, que sabe o quê meu pai realmente quer. Pegamos o metrô e ele desceu na estação Trianon-Masp, antes de mim. Quando ele saiu do metrô, sem nem me dar um abraço ou dizer um simples "obrigado", meu coração apertou e eu não consegui não chorar. Ele é a única pessoa da minha família hoje em São Paulo e me trata como um estranho. Não consegui parar de chorar. Desci na estação Vila Madalena e não consegui ir direto para o trabalho. Fiquei uns 10 minutos chorando até conseguir me controlar. Eu nunca choro, por isso, quando começo, demoro para parar. Mas foi isso, agora estou aqui, me segurando cada vez que lembro disso, inclusive agora.
Babados barbados

Relato originalmente publicado no MixBrasil. Depois eu faço um mais quente, com mais detalhes, hoje estou sem cabeça para nada.
Sexta-feira, 15, eu chegava de mochila nas costas à Avenida Vieira de Carvalho, no centro de São Paulo, para embarcar em uma excursão diferente, inusitada e que prometia todo tipo de surpresa: a viagem organizada pela drag queen Salete Campari rumo a Juiz de Fora, Minas Gerais, para participar da Parada da cidade e do Miss Brasil Gay 2008. À espera do ônibus, com o doce nome de Caramelo e um tiozinho motorista que fazia cara de paisagem toda vez que alguém dava bafão, travestis exibiam grandes óculos, douradas bolsas e até casacos de pele. Como ainda era dia útil e horário comercial, nosso grupo já chamava atenção, mesmo em uma região acostumada á diversidade como a do Arouche.
Gays, solteiros e comprometidos (e aqueles que ficam no meio disso com seus relacionamentos abertos), fervidos e discretos, dividiam a expectativa com relação ao evento mineiro. “Vai ser babado”, “Não perco por nada” e “Vou aqüendar” eram as frases mais freqüentes. Três candidatas a miss também foram na viagem, sempre concentradas.
Depois de um pequeno atraso, cada um se aconchegou em um dos bancos e não demorou para o burburinho começar. A estilista Anthara Gold, que confecciona vestidos especialmente para candidatas, era uma das mais animadas e fervia com todos. “Vamos parar para almoçar daqui a duas horas e meia, não quero saber de gente enrolando na parada comprando bijouteria, maquiagem e meia-calça”.
No banco ao lado do meu, Kaká di Polly se mostrava fofíssima oferecendo sua provisão de remédios caso alguém tivesse dor de cabeça ou sentisse enjôo. Com sua experiência, ia relembrando algumas histórias impublicáveis sobre sua vida sexual em outras épocas. Um dos babados mais fortes foi sobre a inauguração do dark room da Blue Space. O roubo de uma peruca dela, “importada, caríssima”, durante um Carnaval também veio a público, fazendo todo mundo rir pencas.
O fervo, como sempre, ficou no fundo do ônibus. Quem quisesse dormir que procurasse outros bancos, ali era a área de fofocas, babados fortíssimos, troca de figurinhas sobre bofes e os vestidos das misses e avaliações sobre os concursos anteriores. Com a também estilista Michelly X, Anthara e Kaká formaram o trio que perpassou algumas edições passadas, apontando alguns erros (e erradas) e reconhecendo os acertos. É claro que também rolou muita paquera. Um colega de profissão não resistiu a um par de olhos verdes sentado ao seu lado e se jogou nos braços do rapaz. Um moreno, alto, bonito e sensual também não ficou sozinho bem perto de mim.
Posto 24
Na primeira parada da viagem, para o almoço, olhares curiosos percorriam o grupo que descia do Caramelo cheio de bolsas brilhantes, óculos escuros enormes, salto alto, cabelos esvoaçantes e um jeito manhoso de falar. “Mona, tá babado esse almoço”, dizia uma integrante do grupo sobre a polêmica provocada com nossa presença. Com aquela preguicinha de pós-almoço, muita gente dormiu, mas outros preferiram continuar nos beijos e abraços ou dividindo segredos por entre os bancos. Barbies, travestis, ursos, drag queens, misses... Quase toda a diversidade do mundo gay estava ali.
Chegando a Juiz de Fora, uma parte do povo ficou em um hotel, outro foi para um segundo e eu parei em um terceiro. Acho que a idéia dos organizadores era mesmo dividir esse povo todo. Imagina todo mundo junto em um mesmo hotel! Durante os três dias de eventos, nos encontrávamos esporadicamente em diferentes lugares para trocar figurinhas. “Nhaimmm, como está o fervo?” O colega de profissão foi um dos que mais aproveitou, alcançando uma marca considerável de conquistas amorosas, mas abafa!
Depois de Parada e Miss Brasil Gay, voltamos no domingo. Eu olhava as três candidatas, desmontadas, e não conseguia acreditar que aqueles garotos quietinhos que estavam sentados atrás de mim eram aquelas três transformistas super produzidas que subiram no palco do concurso. Não me contive e peguei a máquina fotográfica para conferir. “Essa é você?” “Sim, sou eu.” “Essa é você?” “Sim, sou eu!” Fiquei bege, ou melhor, fúcsia, como diria uma das novas amigas do ônibus.
No caminho de volta, não faltaram histórias a serem contadas. Algumas contabilizavam suas conquistas amorosas, outras contavam até que ponto a bebida pode deturpar (muito) a visão e outras, bom, é melhor não comentar, o horário não permite. Mas o mais legal é que não teve briga, nenhuma peruca voou, nenhum salto quebrou e nenhuma maquiagem borrou. Fomos e voltamos bem, voltamos melhores, na verdade, com algumas doses de whisky e vodca na cabeça e muita conversa fiada na ponta da língua. Teve gente que ainda encontrou energia para se jogar na Danger. Que venha a próxima! Ah sim, para não comprometer os viajantes, não tem álbum de fotos.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Na minha boca

Está difícil escrever diariamente aqui. Meu ritmo de vida tem estado (nunca gostei da sobreposição dos verbos “ter” e “estar”, mas ok) muito acelerado e vem esmagando meu cotidiano. Ontem talvez tenha sido um dos dias mais corridos dessa temporada paulistana, que completa um ano na sexta-feira, 15. Acordei super cedo para ir ao dentista em mais uma visita mensal – e cheia de esperanças de que minha dentista ia falar “pode tirar o aparelho de cima” – e segui rumo à região do Shopping Eldorado, onde fica a clínica.
É engraçado como eu consigo, e sempre consegui, precisar o tempo que vou gastar para tomar banho, me trocar, tomar café e chegar até onde preciso ir. Estava tudo certo no cronograma, nenhum minuto adiantado, nenhum segundo atrasado. E lá fui eu subir a Consolação e descer a Rebouças dentro do ônibus (a falta de metrô para aquela região é de doer!). Desce, desce e desce. Quando cheguei ao ponto em que deveria desembarcar, uma moça ficou na minha frente e eu não pude ver que era ali que eu deveria descer. Resultado: tive que desembarcar um ponto à frente, o quê significou atravessar a ponte em cima da Marginal Pinheiros e andar um pouco mais. 10 minutos de atraso, odeio me atrasar, odeio que se atrasem, odeio que me atrasem.
Anda, anda, anda. Fiquei morrendo de raiva de mim mesmo e querendo sufocar aquela moça de casaco verde (bonito, confesso). Cheguei à consulta e tive que esperar minha dentista terminar de atender o paciente que entrou na minha frente na fila, já que eu estava atrasado. Já tinha visto tudo: é um efeito dominó essa questão de atraso, basta atrasar o primeiro compromisso para o resto do dia seguir a ordem atrasada. Já pensava que chegaria atrasado na Redação, na pós-graduação, enfim.
Paguei a mensalidade (é bom, né?) e sentei na cadeira. Nunca tive problemas nem muito menos medo de dentista. Fico quieto e deixo eles fazerem tudo logo de uma vez para acabar o quanto antes o processo. Aí a minha querida doutora Danielle (adoro os dois “L”) fez aquela manutenção básica no aparelho e avisou: “vai ficar um pouco dolorido embaixo porque eu vou apertar mais e colocar uma mola”. Usar aparelho é isso, um monte de ferro, molas, borracha e fios na sua boca. Mas enfim. E doeu mesmo, nem consegui jantar direito. Além disso, ela me recomendou o uso de um elástico para “puxar o dente para fora”.
Mas uma boa notícia: ela disse que se eu usar regularmente o elástico, em três meses tiro a parte de cima desse emaranhado de fios e ferros. Ok, seria melhor ainda se eu conseguisse encaixar o elástico depois de ter almoçado. Ela colocou rapidinho com um instrumento cirúrgico, mas eu, com a mão, não consigo repetir o procedimento. Ou seja, não estou usando a bosta do elástico. Vou ter que comprar uma pinça ou algo do tipo para conseguir colocá-lo.
Saí de lá já atrasado e pensando na maneira mais rápida de chegar à Vila Madalena. É inaceitável que a quarta maior cidade do mundo e a maior da América do Sul não tenha um sistema metroviário satisfatório. Isso me irrita, incompetência me irrita! Decidi pegar um ônibus e descer na Paulista para pegar o certeiro metrô. Nossa, acho que nunca corri tanto, e cheio de bolsa, casacos, afe! Mas consegui, cheguei 30 minutos atrasado apenas, mesmo assim chateado com o atraso. Odeio atraso, repito.
Lembra do dominó? Pois é, dito e feito. Cheguei à pós uma hora atrasado e dei de cara com um professor que nunca tinha visto. Um novo módulo, Metodologia, já estava sendo ensinado e o programa das aulas já devidamente explícito no retroprojetor. Mas sempre tem uma coisa boa. Nesse programa, vi que vamos estudar coisas deliciosas como epistemologia, ética, política, estética e mais outras divisões do meu amor Filosofia. Será mais um módulo subjetivo, de discussão, de idéias, de pensamentos, do jeito que gosto. Fiquei animado e não vejo a hora de meter a cara na bibliografia desse módulo, que inclui nomes deliciosamente sonoros como Nietzsche, Aristóteles, Darwin e Platão.
